Profissionais da saúde: o grau de insalubridade pago reflete o risco real do seu trabalho?

Você é profissional da saúde e tem contato com pacientes infectocontagiosos no seu dia a dia? Saiba dos seus direitos.

2/3/20262 min read

person in green shirt wearing white mask
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A rotina de quem atua na linha de frente raramente é previsível. Em muitos casos, o paciente chega sem diagnóstico fechado, sem um sistema eficiente de triagem, e o contato acontece antes mesmo de qualquer identificação clara do risco.

Essa realidade é comum em hospitais, UPAs, prontos-socorros e unidades de atendimento em geral e é justamente por isso que o tema da insalubridade merece atenção.

O que quase ninguém explica sobre o adicional de insalubridade

O adicional de insalubridade existe para compensar a exposição do trabalhador a riscos à saúde.
No caso dos profissionais da saúde, o risco mais frequente é o biológico.

A legislação prevê três percentuais:

  • 10% (grau mínimo)

  • 20% (grau médio)

  • 40% (grau máximo)

O grau mais elevado foi pensado exatamente para situações de maior exposição, como o contato direto e habitual com agentes biológicos e doenças infectocontagiosas.

O problema da prática: pagamento equivocado.

Na maioria das vezes, o pagamento da insalubridade é feito de forma padronizada e incorreta, sem uma análise real da rotina do profissional.
Em muitos hospitais, aplica-se o grau médio, de 20%, independentemente do risco efetivamente enfrentado no dia a dia.

Isso significa que profissionais que lidam diretamente com pacientes infectocontagiosos, material biológico contaminado e situações de risco constante acabam recebendo como se a exposição fosse menor do que realmente é.

Na rotina hospitalar, o contato pode ocorrer com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas como tuberculose, Covid-19, influenza, meningite, hepatites virais (A, B e C), HIV, sífilis, varicela (catapora), sarampo e infecções bacterianas graves, inclusive aquelas causadas por bactérias multirresistentes. Muitas vezes, esse contato acontece antes mesmo da confirmação do diagnóstico.

O cargo, por si só, não conta toda a história. O que importa é como o trabalho acontece na prática.

Em situações assim, é possível discutir o enquadramento correto do pagamento do adicional por meio de reclamação trabalhista, com análise do pagamento dos valores retroativos, bem como do enquadramento adequado para implantação definitiva do adicional no salário, sempre conforme a realidade de cada caso.

Por isso, buscar informação e entender se o enquadramento está correto é fundamental para quem trabalha nessa área.

Vale conferir quanto você recebe hoje e refletir se o grau de insalubridade está sendo pago de forma correta.

Poucos profissionais da saúde sabem disso, compartilhar informação pode fazer diferença para muita gente que vive essa mesma situação todos os dias!

Não perca tempo e tire suas dúvidas!